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Projeto para monitorização e registo wi-fi de medicação intravenosa
28-09-2017

Fábio Borges, recém-mestre em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores, desenvolveu um sistema de monitorização e registo wi-fi de medicação intravenosa, o qual visa facilitar o trabalho dos profissionais de saúde, ao permitir uma supervisão remota devido às tecnologias sem fios implementadas. O próximo passo incidirá na criação de uma aplicação móvel para consulta e gestão dos registos.

A medicação intravenosa é utilizada com frequência pelos profissionais de saúde, sobretudo quando os fármacos não podem ser aplicados por via intramuscular ou subcutânea, ou quando a via oral não é possível. Apesar de a sua utilização ser constante nas unidades de saúde e centros hospitalares, é algo que requer muitos cuidados e monitorização, tanto no cálculo do fluxo a ser administrado, como na verificação periódica do estado do equipamento.

“Este sistema resulta da necessidade de criar uma nova alternativa ao segmento de mercado, no que toca à monitorização da medicação administrada pela via intravenosa, reduzindo a carência de uma vigilância intensiva e física dos cuidadores de saúde. Este projeto teve também o propósito de utilizar tecnologia de baixo custo [de maneira a ser acessível às pessoas], mas, sem comprometer a qualidade e eficiência do produto. Desta forma, pretendemos que o dispositivo possa chegar a um maior número de pacientes que necessitem deste tipo de cuidados”, salienta Fábio Borges.

No decurso do desenvolvimento do dispositivo criou-se, em simultâneo, um sistema que fosse capaz de proceder à monitorização, registo do histórico de valores lidos e interface gráfica para gestão e análise de dados recolhidos dos pacientes, com o objetivo de criar uma base de dados consistente. Para além das vantagens já mencionadas ao nível dos custos, o facto de este projeto recorrer às tecnologias wireless assegura a mobilidade dos pacientes e o registo dos valores em servidor. De sublinhar, uma vez mais, que os registos podem ser analisados pelos profissionais de saúde remotamente, visto que é possível configurar um sistema de alertas para casos de valores anómalos.

“Este projeto pode ser apenas o início de toda uma linha de produtos, sendo somente necessário mudar o tipo de sensor para passar a recolher outro tipo de produtos [como temperatura corporal, oximetria, etc.]. Será desenvolvida também uma aplicação móvel para consulta e gestão dos registos”, remata Fábio Borges.

O trabalho foi desenvolvido na íntegra no centro de prestação de serviços do ISEP – TID (Tecnologia, Investigação e Desenvolvimento). Neste momento, iniciaram-se alguns contactos com entidades de saúde, tendo em vista a validação do sistema projetado. O projeto foi avaliado em 19 valores e contou com a coordenação dos docentes do ISEP – José Puga e Maria Judite Silva.

Com o Mestrado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores, o ISEP aprofunda capacidades de análise, desenvolvimento, operação e monitorização de tecnologias e sistemas eletrónicos complexos. O curso está orientado para a inovação e empreendedorismo tecnológico e disponibiliza quatro áreas de especialização: Automação e Sistemas; Sistemas Autónomos; Sistemas e Planeamento Industrial; Telecomunicações.